Em fevereiro de 2025, um novo capítulo se abriu na história do acolhimento a migrantes em Mato Grosso do Sul. A Sala do Migrante, idealizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e gerida pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MS), iniciou suas atividades com a missão de promover a inclusão e a regularização de estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro. Após seis meses de funcionamento, este espaço se consolidou como uma referência no suporte a migrantes, atingindo a marca de 610 atendimentos e quase 3.700 serviços prestados.
O advento da Sala do Migrante não é apenas uma ação governamental; é uma resposta a uma necessidade real e urgente. Os números falam por si só: 343 pessoas de 16 nacionalidades foram encaminhadas para oportunidades de trabalho em diversas empresas da região. A atuação da sala é essencial em um cenário onde muitas empresas enfrentam dificuldades para preencher suas vagas, especialmente com trabalhadores migrantes.
O papel da Sala do Migrante
A Sala do Migrante surgiu para atender uma crescente demanda por suporte na regularização da permanência de estrangeiros no Brasil. Essa iniciativa não apenas facilita o acesso ao mercado de trabalho com carteira assinada, mas também combate a exploração e garante dignidade aos migrantes que chegam em busca de melhores oportunidades. O superintendente regional do Trabalho, Alexandre Cantero, enfatiza a importância dessa política pública: “Nosso foco é garantir dignidade, trabalho decente e combater qualquer forma de exploração”.
Esse acolhimento não seria possível sem a colaboração de diversas entidades. A Federação das Indústrias de MS (FIEMS), o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul (SICADEMS) e a Universidade Estadual de MS (UEMS) são parceiros fundamentais nesse projeto. Através do programa UEMS Acolhe, a universidade contribui significativamente para a inclusão e a formação de imigrantes.
Casos de sucesso e histórias inspiradoras
Entre os atendimentos prestados, muitas histórias de superação surgem. Junel Ilora, presidente da Associação Haitiana, é um exemplo vivo do impacto positivo da Sala do Migrante. Com sua experiência como imigrante, ele se torna uma ponte vital entre os novos chegados e os serviços públicos. “Eu sei o que é chegar a um país diferente, sem saber aonde ir ou a quem pedir ajuda. Hoje, poder orientar outras pessoas é uma missão que me enche de orgulho”, relata Junel.
Outro exemplo é Mirtha Carpio, representante da Associação Venezuelana, que igualmente desempenha um papel crucial no atendimento aos migrantes. A experiência deles traz uma empatia necessária para entender as dificuldades enfrentadas por aqueles que chegam em busca de um novo lar.
Essas histórias não apenas refletem o impacto individual, mas também o coletivo, reforçando a importância da Sala do Migrante em unificar essas comunidades e facilitar a inserção no mercado de trabalho.
Sala do Migrante completa seis meses com mais de 600 atendimentos e quase 3,7 mil serviços prestados em MS — Ministério do Trabalho e Emprego
Após seis meses de funcionamento, a Sala do Migrante já se tornou um modelo eficaz de políticas públicas de inclusão. Com 610 atendimentos e 3.687 serviços prestados, ela mostra que o investimento em acolhimento pode gerar frutos significativos tanto para os migrantes quanto para a economia local.
Esse sucesso é uma prova de que o trabalho conjunto entre organizações governamentais, empresas e comunidades pode construir uma rede de suporte robusta e eficaz. Ao facilitar o acesso a empregos regulamentados, a Sala do Migrante não apenas ajuda a integrar os migrantes à sociedade, mas também contribui para um desenvolvimento econômico mais sustentado.
O papel das empresas locais
Com mais de 40 empresas da região buscando apoio da Sala do Migrante para a contratação de trabalhadores migrantes, ficou evidente que o mercado de trabalho local está se adaptando às novas realidades globais. As empresas se beneficiam da diversidade de talentos, enquanto os migrantes têm a chance de contribuir com suas habilidades e experiências.
Essa troca é vital em uma economia globalizada, onde a diversidade de culturas e competências pode impulsionar a inovação e a criatividade. A Sala do Migrante atua como um elo entre essas duas partes, garantindo que ambas se beneficiem da inserção dos migrantes no mercado de trabalho.
Informações práticas sobre a Sala do Migrante
Para aqueles que desejam obter mais informações ou se beneficiar dos serviços oferecidos, a Sala do Migrante está localizada na Rua 13 de Maio, 3.214 – Centro, Campo Grande/MS. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. É possível agendar um atendimento pelos números (67) 3901-3008 ou (67) 3901-3014, ou pelo telefone (67) 99659-4743.
Além dos atendimentos, a unidade oferece uma série de serviços, desde orientação para regularização da documentação até encaminhamentos para empregos, que são essenciais para aqueles que desejam se estabelecer de forma definitiva no Brasil.
Perguntas frequentes
Qual é o objetivo principal da Sala do Migrante?
O objetivo da Sala do Migrante é apoiar a regularização da permanência dos estrangeiros no Brasil e facilitar o acesso ao mercado de trabalho formal.
Quem pode buscar atendimento na Sala do Migrante?
Estrangeiros que buscam se regularizar no Brasil e encontrar oportunidades de trabalho podem acessar os serviços da Sala do Migrante.
Como são realizados os atendimentos na Sala do Migrante?
Os atendimentos são realizados por lideranças das comunidades migrantes, que atuam como intermediários entre os imigrantes e os serviços públicos.
Quais tipos de serviços são oferecidos?
A Sala do Migrante oferece serviços de orientação para regularização de documentos e encaminhamentos para emprego em parceria com empresas locais.
É necessário agendar atendimento?
Sim, é recomendável agendar um atendimento pelos números fornecidos para melhor organização e atendimento.
A Sala do Migrante é gratuita?
Sim, todos os serviços prestados pela Sala do Migrante são gratuitos.
Conclusão
O funcionamento da Sala do Migrante nos primeiros seis meses é um marco importante na história do acolhimento a migrantes em Mato Grosso do Sul. Com mais de 600 atendimentos e quase 3,7 mil serviços, a sala se consolida como uma política pública humanizada, que transforma realidades e abre caminhos para novos começos. O apoio das instituições parceiras e a dedicação das lideranças comunitárias têm sido fundamentais para o sucesso desta iniciativa, mostrando que, juntos, podemos acolher e integrar aqueles que buscam uma vida melhor em nosso país.


