Brasil criou 255,3 mil empregos com carteira assinada em fevereiro, diz Caged


O panorama do mercado de trabalho em fevereiro

Em fevereiro de 2026, o mercado de trabalho brasileiro registrou uma criação de 255,3 mil empregos formais, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. Este índice representa a totalidade de novas contratações realizadas durante o mês, refletindo a situação econômica e a capacidade de geração de empregos no país. Apesar do crescimento positivo, este número mostra uma desaceleração em relação ao ano anterior, quando foram criados 440,4 mil empregos formais no mesmo período.

Comparativo com anos anteriores

Ao comparar o desempenho de fevereiro de 2026 com os anos anteriores, nota-se uma tendência de diminuição na criação de empregos. Os resultados dos últimos anos foram:


  • 2020: 217,3 mil vagas
  • 2021: 397,8 mil novas contratações
  • 2022: 353,4 mil empregos
  • 2023: 252,4 mil postos
  • 2024: 307,7 mil vagas
  • 2025: 404,4 mil novos empregos
  • 2026: 255,3 mil

Esse quadro indica que, apesar da variação, fevereiro de 2026 apresentou o pior desempenho em termos de criação de empregos para este mês desde 2023, quando a geração de emprego foi inferior à média observada nos anos posteriores a 2020.

empregos com carteira assinada

Impacto do setor de serviços na criação de empregos

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de novos empregos, com a adição de 177,9 mil postos de trabalho. Em contraste, o comércio foi o menos ativo, apresentando a criação de apenas 6,1 mil vagas. Esse fenômeno pode ser atribuído a uma troca de consumo e uma adaptação do mercado às novas demandas dos consumidores, onde muitos serviços passaram a predominar em um cenário de recuperação econômica.

Destaques dos dados do Caged

O relatório do Caged para fevereiro de 2026 mostrou que as contratações totais totalizaram 2,381 milhões, enquanto as demissões somaram 2,126 milhões. A diferença entre novas contratações e demissões gerou um saldo positivo, mas reflete também um mercado que continua a se ajustar, mostrando uma saúde relativa, mas com desafios a serem enfrentados.

Análise das demissões no período

A quantidade de demissões superou significativamente o número de contratações, indicando uma certa instabilidade no mercado. Esse cenário sugere que muitas empresas ainda se encontram em processo de reestruturação, possivelmente resultante das mudanças econômicas e sociais que impactaram o Brasil.

Vagas por setor: onde foram abertas?

As oportunidades de emprego foram distribuídas entre os setores da seguinte forma:

  • Serviços: 177,9 mil
  • Indústria: 32,0 mil
  • Construção: 31,1 mil
  • Agropecuária: 8,1 mil
  • Comércio: 6,1 mil

O setor de serviços liderou as contratações, enquanto o comércio, tradicionalmente forte em criação de empregos, enfrento dificuldades em um cenário em transformação.

Salário médio das novas contratações

Além do foco nas vagas, a análise dos salários das novas contratações também é crucial. Os dados não especificaram o salário médio para fevereiro de 2026, mas a variação salarial entre setores pode impactar a atratividade do emprego formal. A expectativa é que com a recuperação econômica, os salários se estabilizem e comecem a crescer.

Expectativas para o próximo mês

Outlook para março de 2026 pode trazer esperanças para o mercado laboral. Se as tendências de contratações observadas continuarem, há potencial para otimizar os números de criação de empregos. Especialistas acreditam que as campanhas de incentivo ao comércio e serviços, juntamente com estímulos do governo, podem acelerar a recuperação nas contratações.

Possíveis impactos econômicos a longo prazo

Os efeitos da geração de empregos em fevereiro, embora moderados, indicam uma resiliência na economia. Se as contratações mantiverem a trajetória de crescimento, isso pode levar a um aumento do consumo, o que ajudaria a melhorar a arrecadação de impostos e fortalecer financeiramente o país em médio e longo prazo.

O que isso significa para o trabalhador brasileiro

Para o trabalhador brasileiro, a criação de empregos formalizados é um sinal encorajador, mas as taxas de demissão e a qualidade dos empregos gerados são fatores que ainda precisam ser observados com atenção. A recuperação do mercado de trabalho é essencial para melhorar a qualidade de vida e apoiar o crescimento econômico sustentável.



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